segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ira!

Bom dia pessoas lindas! já que este fim de semana foi do Ira! em Valinhos, resolvi postar sobre eles, o show estava fantástico, achados alguns amigos perdidos, como nosso querido José Arnaldo Matheus, do Rock é Rock Mesmo. 

Ira! é uma banda brasileira de rock and roll, formada em 1981, na cidade de São Paulo. A banda anunciou seu término em setembro de 2007 mas para nossa alegria retomou suas atividades no início de 2014.

Na década de 80

No final dos anos 70, na ditadura militar, Edgard Scandurra, fascinado pelo punk rock e em busca desse som, frequentava shows na periferia da cidade. Foi então que Edgard e seu amigo Dino Nascimento resolveram montar uma banda que tocasse punk, sem esquecer de Led Zeppelin e Jimi Hendrix. Nascia aí a banda Subúrbio. 

Edgard Scandurra

Nessa época, Edgard estudava no Colégio Brasílio Machado, onde conheceu um sujeito esquisito chamado Marcos Valadão Rodolfo, de apelido Nasi. 

Nasi

Mais tarde, Edgard chamou o Nasi para participar do Subúrbio, no festival interno do colégio Objetivo. Nessa época, o grande hit do Subúrbio era "Pobre Paulista", que mais tarde viraria um dos grandes hits do Ira!. Em 1980, Edgard foi convocado para servir o exército, e foi lá onde Edgard iria compor N.B. ("Núcleo Base"), que por sua vez também viraria um grande hit do Ira!.
Pobre Paulista

Em 1981, Nasi chamaria o amigo Edgard para tocar num show na PUC e ali surgiria o Ira!, ainda sem exclamação, e com nome inspirado no Exército Republicano Irlandês. Completavam a formação o baterista Fabio Scattone, e o baixista Adilson.

Dois anos se passaram até que o produtor Pena Schimidt descobriu a banda, nessa época contando com Charles Gavin (que viria a se tornar membro dos Titãs) na bateria e Dino (companheiro da antiga banda Subúrbio) no contrabaixo, e os levou até a gravadora Warner, onde o Ira! gravaria seu primeiro compacto, IRA, que contava com as músicas "Gritos na Multidão" e "Pobre Paulista".
Em março de 1985, após trocar Dino por Ricardo Gaspa, e Charles Gavin pelo ex-titã André Jung, o Ira!, com ponto de exclamação, gravaria seu primeiro LP, Mudança de Comportamento. Que conta com 11 faixas, entre elas "Núcleo Base", "Ninguém Precisa de Guerra", "Longe de Tudo" e "Ninguém Entende um Mod".


No ano seguinte, com maior prestígio dentro e fora da gravadora, a banda lançaria o LP Vivendo e Não Aprendendo. O disco, lançado em Setembro, era uma obra prima, trazia grandes hits como "Envelheço na Cidade", "Vitrine Viva", "Pobre Paulista" e "Gritos na Multidão", sendo as duas últimas gravadas ao vivo na Broadway em São Paulo.


O sucesso do grupo se consolidou quando a música Flores em Você entrou na trilha sonora da novela "O Outro" da rede Globo. O disco chegaria a marca de 200 mil cópias vendidas. O grupo era aclamado pela mídia, e Edgard Scandurra foi escolhido pela revista Bizz como o melhor guitarrista brasileiro. Edgard, um canhoto sui generis por não inverter as cordas da guitarra, tocava com grande velocidade.


Quatro meses depois, a banda ressurgiria com o lançamento do álbum Psicoacústica, que contava com um instrumental afiadíssimo. Dentre as oito longas faixas estavam "Rubro Zorro", "Manhãs de Domingo", "Farto de Rock 'n' Roll", e um rap de roda "Advogado do Diabo". O disco se tornaria a obra "cult" do Ira!.


No caminho para o quarto disco, Edgard Scandurra gravou um disco solo chamado "Amigos Invisíveis", onde tocava todos os instrumentos.


O primeiro disco da década de 90 foi o Clandestino, que trazia fortes influências do Cinema Novo que produziria bons momentos como "Nasci em 62", Melissa (com a participação especial de Paulo Villaça - Bandido da Luz Vermelha), "Cabeças Quentes" e "Consciencia Limpa".


Um surto de renovação e criatividade resultaria no disco 'Meninos da Rua Paulo, em 1991. O entusiasmo da banda ao cantar "Você Ainda Pode Sonhar", uma versão em português composta por Raul Seixas de "Lucy in the Sky with Diamonds", de Lennon e McCartney, foi um dos grandes momentos do disco. Essa versão foi originalmente gravada pela banda de rock 'Raulzito e os Panteras', no disco de mesmo nome, em 1968.


Em 1993 Nasi lança o primeiro disco solo com o projeto paralelo Nasi & os Irmãos do Blues, trabalho este voltado para o rhythm and blues.

Em 1994, o grupo lançou o sexto disco Música Calma para Pessoas Nervosas, obra que viria encerrar um ciclo do Ira! junto à Warner . Esse disco, autoproduzido pelo grupo, teve como destaque a música "Arrastão".


Em 1995, já na gravadora Paradoxx, o grupo lançou o disco 7 (o primeiro CD-ROM da banda, antes eram LPs) com destaque para "É Assim que me Querem". Como faixa bônus, "Nasci em 62", tirada de um show com participação de Arnaldo Antunes. O álbum foi gravado logo após uma turnê de quatro shows no Japão que culminaram com uma apresentação antológica no Club Cittá, templo do Rock no Japão.


No final de 1996, Edgard lançou seu segundo disco solo "Benzina", mesclando o rock clássico, já presente no Ira!, com novas tendências de música eletrônica.


Em maio de 1998, o Ira! lança o ousado Você Não Sabe Quem Eu Sou, álbum que incorpora algo da atitude criativa de Psicoacústica" ao fazer do estúdio um laboratório para a criação de arranjos inusitados, o disco viria receber o prêmio de "Melhor Produção de Rock" da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte).


Deixando a gravadora Paradoxx, o Ira! desenvolve o embrião do que viria a ser seu nono disco ao produzir um CD demo, baseado em covers, que acabaria por conduzir o grupo para a Abril Music. Em novembro de 1999 o Ira! lança o aclamado Isso É Amor, CD que rapidamente ganharia as rádios e o prestígio de crítica levando o Ira! a ser considerado pela APCA "O Melhor Grupo de Música Popular de 1999"

Em 2000, a banda lança o MTV Ao Vivo gravado no Memorial da América Latina, em comemoração aos vinte anos de sucesso. Não faltam clássicos como "Tolices", "Envelheço na Cidade", "É assim que me querem" e "Flores em você". Seguido desse sucesso de vendas (cerca de 160.000 exemplares em CD e mais de 21.000 em DVD), o Ira! Apresenta-se no Rock In Rio III, no ano de 2001, para 250.000 pessoas (o recorde de público no Festival), um dos momentos mais marcantes na carreira da banda.
Ricardo Gaspa lança seu projeto paralelo de surf music "Huntington Bitches".

Em 2001 o grupo lança o CD Entre Seus Rins, apenas com músicas inéditas. Sendo a faixa Entre Seus Rins, que traz o nome do álbum, um grande sucesso.


Depois de preferir continuar atrelada às suas raízes punk e de lançar vários discos nos anos 80 e 90, o Ira! retoma o sucesso com o lançamento do Acústico MTV em 2004, que além de clássicos trouxe quatro faixas inéditas, e também participaçoes de três gerações diferentes na gravação: Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Pitty. Consolidando, ainda mais, o Ira! entre os maiores nomes do rock brasileiro.

Em 2007, retornando a inéditas e ao rock clássico, o grupo lançou o álbum intitulado Invisível DJ. Ao todo o disco contém 12 faixas, com direito a regravação de Feito Gente, composta por Walter Franco na década de 70. Destaque para Mariana Foi pro Mar, tocada ao som de violão numa levada sessentista e Eu Vou Tentar, que se tornou um hit.



Em 2007, após brigas com o irmão e empresário Airton Valadão, Nasi retirou-se da banda.

Com isso os ex-integrantes do Ira! assumiram totalmente seus projetos, até então, paralelos. Nasi, seguiu em carreira solo e lançou três álbuns, um DVD e sua biografia A Ira de Nasi, escrita pelos jornalistas Mauro Beting e Alexandre Petillo e publicada em meados de 2012. 


No dia 27 de junho de 2012, Nasi e Airton Valadão Júnior, irmão do cantor e ex-empresário da banda, anunciaram à imprensa uma reconciliação após cinco anos de brigas públicas e judiciais. Os irmãos encerraram os processos que moviam um contra o outro e a marca Ira!, que pertencia a Júnior, voltou para Nasi. 

Em meados de 2013, a amizade entre Nasi e Edgard Scandurra foi retomada. A reconciliação foi celebrada em um show beneficente realizado em 30 de outubro do mesmo ano, no Espaço Traffô, localizado no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo. O evento contou com a participação especial de Paulo Ricardo, Arnaldo Antunes, do trompetista Guizado, além de uma banda de apoio formada pelo multi instrumentista Johnny Boy, nos teclados, Daniel Scandurra, filho de Edgard, no baixo, e Felipe Maia na bateria. A renda do evento foi revertida para a Escola NANE, especializada em crianças com dificuldade de aprendizado. Após esse show, surgiu a possibilidade de um retorno definitivo aos palcos.
E, depois de um recesso de 7 anos, o Ira! está de volta. 

Os fãs, ávidos por ver a banda mais emblemática de São Paulo, irão ao delírio com esse reencontro, que parecia improvável tempos atrás. O Ira! e a retomada dessa história que começou há 34 anos, quando Scandurra e Nasi fundaram o Ira!.


Muito legal né!? agora é só curtir o retorno do IRA! 
Beijokas e até a próxima! 

sábado, 8 de novembro de 2014

Janis Joplin

Boa tarde, e para hoje uma figuraça feminina, com voz autêntica, na sua rouquidão perfeita.
Janis Lyn Joplin nasceu em Port Arthur no dia 19 de Janeiro de 1943, faleceu em Los Angeles no dia 4 de Outubro de 1970, foi uma cantora e compositora norte-americana. Considerada a "Rainha do Rock and Roll", "a maior cantora de rock dos anos 1960" e "a maior cantora de blues e soul da sua geração", ela alcançou proeminência no fim dos anos 1960 como vocalista da Big Brother and the Holding Company e, posteriormente, como artista solo, acompanhada de suas bandas de suporte: a Kozmic Blues e a Full Tilt Boogie.
Big Brother and the Holding Company 
Influenciada por grandes nomes do jazz e do blues, como Aretha Franklin, Billie Holiday, Etta James, Tina Turner, Big Mama Thornton, Odetta, Leadbelly e Bessie Smith, Janis fez, de sua voz, a sua característica mais marcante, tornando-se um dos ícones do rock psicodélico e dos anos 1960. Todavia, problemas com drogas e álcool encurtaram sua carreira. Morta em 1970 devido a uma overdose de heroína, Janis lançou apenas quatro álbuns: Big Brother and the Holding Company (1967), Cheap Thrills (1968), I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969) e o póstumo Pearl (1971), que foi o último álbum com participação direta da cantora.




Janis cresceu ouvindo músicos de blues tais como Bessie Smith, Leadbelly e Big Mama Thornton, e cantando no coro local. Joplin concluiu o curso secundário na Jefferson High School, em Port Arthur, no ano de 1960, e foi para a Universidade do Texas, na cidade de Austin, onde começou a cantar blues e folk com amigos.

Cultivando uma atitude rebelde, Joplin se vestia como os poetas da geração beat. Mudou-se do Texas para San Francisco em 1963. Passou a morar no bairro de North Beach e a trabalhar como cantora folk. Nessa época, Janis intensificou o uso de drogas e passou a usar heroína. Janis sempre bebeu muito em toda a sua carreira: sua bebida preferida era o southern comfort, uma marca de licor à base de álcool, frutas, especiarias e uísque. O uso de drogas começou a ser mais importante para ela do que cantar, e também começou a arruinar sua saúde.


Depois de retornar a Port Arthur para se recuperar do vício das drogas, ela voltou para San Francisco em 1966, onde seu interesse pelo blues a aproximou do grupo Big Brother & The Holding Company, que estava ganhando algum destaque entre a nascente comunidade hippie em Haight-Ashbury. A banda assinou um contrato com o selo independente Mainstream Records e gravou um álbum em 1967. Entretanto, a falta de sucesso de seus primeiros singles fez com que o álbum fosse retido até seu sucesso posterior.
O auge da banda foi a sua participação no Festival Pop de Monterey, com uma versão da música "Ball and Chain" e os marcantes vocais de Janis. O álbum seguinte da banda, Cheap Thrills, de 1968, fez a fama de Janis: foi seu álbum de maior sucesso. Continha a música Piece of my heart, que atingiu o 1º lugar nas paradas da revista Billboard e se manteve na posição durante oito semanas não consecutivas.


Ao sair da banda Big Brother, no final de 1968, Janis formou um grupo chamado Kozmic Blues Band, que a acompanhou no festival de Woodstock. Com o grupo, Janis gravou o álbum I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama! (1969), que veio a ser premiado como disco de ouro mas que não alcançou o mesmo sucesso de Cheap Thrills. O grupo se separou, e Joplin formou, então, o Full Tilt Boogie Band. O resultado foi o álbum Pearl (1971), lançado após sua morte, e que teve, como destaque, as músicas "Me and Bobby McGee" (de Kris Kristofferson) e "Mercedes-Benz", escrita pelo poeta beatnik Michael McClure.
As últimas gravações que Janis fez foram Mercedes Benz e Happy Trails, sendo a última feita como um presente de aniversário para John Lennon, que faria aniversário em 9 de outubro. Em entrevista, Lennon contou que a fita chegou em sua casa após a morte de Janis.
Janis Joplin esteve no Brasil em fevereiro de 1970, na tentativa de se livrar do vício da heroína. Durante a sua estada, fez topless em Copacabana, bebeu muito, cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua na piscina e quase foi presa pelas suas atitudes na praia, consideradas "fora do normal".


Como era época de carnaval, tentou participar de um desfile de escola de samba, porém teve acesso negado por um segurança, que desconfiou de sua vestimenta hippie. Janis teve, ainda, um breve encontro com o roqueiro brasileiro Serguei.
No dia 3 de outubro de 1970, Janis visitou o estúdio Sunset Sound Recorders, em Los Angeles, na Califórnia, para ouvir o instrumental da música de Nick Gravenite, Buried Alive in the Blues. A gravação dos vocais de Janis estava agendada para o dia seguinte. À noite, ela foi para o hotel. No dia das gravações (4 de outubro), ela não apareceu no estúdio. Então, John Cooke (empresário da banda) foi até o hotel, onde a encontrou morta, vítima de overdose de heroína possivelmente combinada com efeitos do álcool.

Sua morte ocorreu quando tinha apenas 27 anos. Foi cremada no cemitério-parque memorial de Westwood Village, em Westwood, na Califórnia. Durante a cerimônia, suas cinzas foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
O álbum Pearl foi lançado 6 meses após sua morte. O filme The Rose, com Bette Midler, baseou-se em sua vida. Foi homenageada através do musical Love, Janis, originado de um livro de mesmo nome, escrito por sua irmã, Laura.

Ela hoje é lembrada por sua voz forte e marcante, bastante distante das influências folk mais comuns em sua época, e também pelos temas de dor e perda que escolhia para suas músicas.

É isso aí galerinha, espero que tenham curtido a nossa diva querida aqui no blog, beijokas e abraços. Até semana que vem! 

sábado, 25 de outubro de 2014

Rock no Brasil

Boa tarde galerinha guerreira, depois de um período de ausência quase que obrigatória pela falta de tempo estamos na ativa novamente, a partir de hoje aos sábados matérias quentinhas com muito Rock'n'Roll.

Para hoje um pouquinho do nosso rock nacional, como chegou e como se desenvolveu.

O Rock brasileiro mais conhecido no Brasil como rock nacional teve início no final da década de 50, conquistando maior popularidade na década de 1980.

O "pontapé inicial" do rock no Brasil foi  foi incrivelmente com a cantora de samba Nora Ney quando gravou o considerado primeiro rock, "Rock around the Clock", de Bill Haley & His Comets, trilha do filme Sementes da Violência, em outubro de 1955, para a versão brasileira do filme.


Em uma semana a canção já estava no topo das paradas porém Nora Ney nunca mais gravou nada no gênero, tirando a irônica "Cansei do Rock", em 1961(procurei mas não achei gente, me perdoem!). Em dezembro, a mesma canção recebia versão em português, "Ronda das Horas" gravada por Heleninha Ferreira.


Em 1957, foi gravado o primeiro rock original em português, "Rock and Roll em Copacabana", escrito por Miguel Gustavo, futuro autor de "Pra Frente Brasil" e gravada por Cauby Peixoto.


Entre 57 e 58, diversos artistas gravaram versões de músicas americanas, como "Até Logo, Jacaré" ("See You Later, alligator"),"Meu Fingimento" ("The Great Pretender" dos The Platters) e "Bata Baby" (Long Tall Sally de Little Richard).


Embora em 57 o grupo Betinho & Seu Conjunto, de "Enrolando o Rock" tenha alcançado grande fama, os primeiros ídolos do rock nacional foram os irmãos Tony e Celly Campelo que, em 1958, lançaram o compacto Forgive Me/Handsome Boy, que vendeu 38 mil cópias. Tony gravaria mais dois singles até seu álbum em 1959, e Celly estourou em 1959 com "Estúpido Cupido", 120 mil cópias vendidas, chegando a ter boneca própria com a qual aparece na capa de seu LP "Celly Campello, A Bonequinha Que Canta".




Os Campello também apresentariam Crush em Hi-Fi na Rede Record, programa totalmente voltado para a juventude, que revelou diversas bandas.Outros programas também surgiram para aproveitar a "febre" como Ritmos para a Juventude na Rádio Nacional em São Paulo, Clube do Rock  na Rádio Tupi do Rio de Janeiro e Alô Brotos! na TV Tupi. Em 1960, surgiu a Revistado Rock.

O começo da década foi marcado pelo surgimento de grupos instrumentais como The Jet Black's, The Jordans e The Clevers os futuros Os Incríveis, e do cantor Ronnie Cord, que lançaria dois "hinos": a versão "Biquíni de Bolinha Amarelinha" e a rebelde "Rua Augusta".

Até que surge um capixaba que se tornaria o maior ídolo do Rock Nacional dos anos 60 e, posteriormente, o maior nome da música brasileira: Roberto Carlos, que emplacou dois hits em 1963, "Splish Splash" e "Parei na Contramão". No ano seguinte, obteve mais sucessos como "É Proibido Fumar" mais tarde regravada pelo Skank e "O Calhambeque". Aproveitando o sucesso, a Rede Record lançou o programa Jovem Guarda, apresentado por Roberto "Rei", seu amigo Erasmo Carlos "Tremendão" e Wanderléa "Ternurinha". Só nas primeiras semanas, atingira 90% da audiência.


Seguindo o sucesso das Jovem Guarda, surgem entre outros, Renato e seus Blue Caps, Golden Boys, Jerry Adriani, Eduardo Araújo e Ronnie Von, que tinham seu som inspirado nos Beatles o gênero apelidado "iê-iê-iê" e no rock primitivo. A Jovem Guarda também levou a todo tipo de produto e filmes como Roberto Carlos em Ritmo de Adventura, seguindo a trilha de A Hard Day's Night e Help! dos Beatles.
Apesar disso, os artistas da MPB "declararam guerra" ao iê-iê-iê da Jovem Guarda, chegando a um protesto de Elis Regina, Jair Rodrigues, entre outros, conhecido "Passeata contra as guitarras elétricas". O programa terminaria em 1968, com a saída de Roberto Carlos.

Então, surgiria a Tropicália. Em 1966, surgiram Os Mutantes, Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, com seu deboche e som inovador. Em 1967, a dupla Caetano Veloso e Gilberto Gil faria as canções "Alegria, Alegria" e "Domingo no Parque", apresentadas no III Festival da Rede Record. No ano seguinte, o álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band fascinou a dupla, levando a apresentações vaiadas em festivais de Record e Excelsior, e ao álbum coletivo Tropicália ou Panis et Circensis, com Mutantes, Gal Costa, Tom Zé, Torquato Neto, Capinan, Rogério Duprat e Nara Leão, considerado um dos melhores álbuns brasileiros da história.


Os Mutantes também criariam carreira grandiosa, com álbuns elogiados a partir de 1968 e chegando a influenciar até Kurt Cobain, do Nirvana. O grupo começaria a se desmanchar com a saída de Rita Lee, em 1973.

O endurecimento do Regime militar levou Caetano e Gil ao exílio em Londres, onde viveram de 1969 a 1972. Durante o período, gravaram dois discos considerados dos seus melhores, Transa de Caetano, e Expresso 2222 de Gil.



Após sair dos Mutantes no final de 1972, Rita Lee iniciou uma muito bem sucedida carreira solo, acompanhada do grupo Tutti Frutti. É nesse período, que ela lança o seu mais memorável álbum, o Fruto Proibido em 1975, disco este, que contém os sucessos "Agora só falta você", "Esse tal de Roque Enrow" e "Ovelha Negra". Arnaldo Baptista também gravou o aclamado Loki? em 1974. Os Mutantes ainda atravessaram a década convertidos ao rock progressivo, passando por várias formações e dissolvendo-se em 1978.


Em 1973, surgiram Secos & Molhados, liderados por João Ricardo, com Ney Matogrosso como vocalista, que faziam a chamada "poesia musicada", com canções muito bem elaboradas como "Rosa de Hiroshima" ou "Prece Cósmica", apesar de alguns flertes menos poéticos e mais divertidos como "O Vira". Dois álbuns e um ano depois, em 1974, o grupo com sua formação clássica João, Ney e Gerson Conrad se desfez.


Em 1973 surgiu outro ícone: Raul Seixas, que vendera 600.000 compactos de "Ouro de Tolo" em poucos dias e se tornaria "bardo dos hippies" com músicas debochadas como"Mosca na Sopa" e "Maluco Beleza", esotéricas como "Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás" e "Gita", e as motivacionais "Metamorfose Ambulante" que compunha aos 14 anos e"Tente Outra Vez".


Movimentos surgiram em outros locais do Brasil, em Minas Gerais, o "Beatlesco" Clube da Esquina, liderado por Milton Nascimento e Lô Borges, e no Nordeste, a "nova onda" dos Novos Baianos, além da chamada "Invasão Nordestina", artistas que misturaram o sertanejo ao rock, como Fagner, Zé Ramalho e Belchior.

Mesmo com o pouco espaço na mídia, várias bandas e estilos se destacavam no circuito underground da época, como o progressivo regional de O Terço que chegou a gravar um álbum em inglês voltado para o mercado italiano, o hard rock do Made in Brazil, o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabyra e o hard progressivo do Casa das Máquinas.

No verão de 1975 foi organizado o pioneiro festival de rock no Brasil, o "Hollywood Rock", patrocinado pela companhia Souza Cruz, no Rio de Janeiro. Participaram os gruposVimana, O Peso, Rita Lee & Tutti Frutti, além dos cantores Erasmo Carlos, Celly e Tony Campelo e Raul Seixas. As apresentações foram registradas no documentário Ritmo Alucinante, lançado no mesmo ano.

Na década de 80 atribui-se a  popularização do rock brasileiro, movimento que surgiu para aproveitar a onda do estilo musical  o rock! que já havia se consagrado mundialmente nos anos 70. Muitas bandas deste estilo, como os Titãs e Os Paralamas do Sucesso permanecem ativas até hoje, fazendo apresentações por todo o Brasil. Outras bandas e artistas da época, como Engenheiros do Hawaii, Legião Urbana e Renato Russo, foram imortalizados e tocam nas rádios até hoje, devido ao grande sucesso entre o público, principalmente adolescentes.

Nos anos 80, ocorreu a verdadeira "explosão" do rotulado "BRock". Isso se deve em parte à criação de casas de show, como Noites Cariocas e Circo Voador  no Rio e Aeroanta em São Paulo. As primeiras bandas a fazerem sucesso foram os irônicos Blitz "Você não soube me amar" e Eduardo Dusek "Rock da Cachorra", junto com João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, no batizado "Verão do Rock", em 1982.


As bandas mais cultuadas dos anos 80 formam um "quarteto sagrado". São elas, Os Paralamas do Sucesso, originários do Rio de Janeiro, haviam se conhecido antes em Brasília e começaram a tocar na garagem de um dos integrantes, Titãs, paulistas mais tarde "suavizados". Inicialmente, juntavam as estéticas da new wave e do reggae com a da MPB, e, de 1982 à 1984, a banda era formada por nove integrantes, além dos músicos que continuam no grupo, fizeram parte do conjunto, Ciro Pessoa (vocais), Arnaldo Antunes (vocais), Marcelo Fromer (guitarra) e Nando Reis (baixo/vocais), logo se tornando um octeto, numa formação que duraria até 1992, com a saída de Arnaldo. O baterista do grupo Ira!, André Jung, tocou seu instrumento no primeiro trabalho titânico, depois cedendo seu posto a Charles Gavin, Os cariocas Barão Vermelho, surgidos em 82 e liderados por Cazuza. Com a saída dele que teve carreira-solo bem sucedida, o guitarrista Frejat assumiu os vocais, e a mais influente Legião Urbana, liderada por Renato Russo, surgida em 82, emplacando alguns sucessos como "Faroeste Caboclo", "Será" e "Eduardo e Monica" que chegaram ao topo das rádios. A banda acabou com a morte de Renato Russo, em 1996. Os outros legionários que compunham a banda eram: Marcelo Bonfá (bateria) e Dado Villa-Lobos (Guitarra). Renato Rocha foi baixista da banda até 1988.



E teve outras também de grandes sucessos na época, como as bandas Sempre Livre, Gang 90 e as Absurdettes, Biquini Cavadão, Hanói Hanói, Hojerizah, Lobão e os Ronaldos, Metrô, Magazine, Grafitti, Ed Motta & Conexão Japeri, além de cantores(as) como Marina Lima, Léo Jaime, Ritchie, Kid Vinil, Fausto Fawcett, entre outros.

Vários locais do Brasil tinham suas bandas surgindo no Rio de Janeiro, surgiram os alegres Kid Abelha e Léo Jaime. Uns e Outros e o fim da banda Vímana revelou Lulu Santos, Lobão também ex-Blitz e Ritchie, em São Paulo, o Festival Punk de 81 revelou Inocentes, Cólera e Ratos de Porão. Além dessa cena, surgiram as principais bandas paulistas, como Ultraje a Rigor, Ira!, Titãs, RPM, Zero, Metrô, e Kid Vinil. Sem se esquecer da cena independente muito bem representados pelo Fellini, Smack, Voluntários da Pátria, Akira S e As Garotas Que Erraram, e Mercenárias, em Brasília, o Aborto Elétrico virou o Capital Inicial, e a Plebe Rude teve o sucesso "Até Quando Esperar" e "Proteção", e no Rio Grande do Sul, os "cabeças" Engenheiros do Hawaii e Nenhum de Nós chegaram ao sucesso nacional. Também estouraram bandas gauchas de rock como TNT, Taranatiriça, Cascavelletes, Os Replicantes, Os Eles, Bandaliera,Garotos da Rua, DeFalla. Na Bahia, chegou ao sucesso o Camisa de Vênus.

No heavy metal, originou-se em Minas Gerais a banda brasileira de maior sucesso internacional, o Sepultura, que toca o gênero extremothrash metal, com letras em inglês. Outra banda a conseguir algum destaque no exterior  foi a paulista Viper, que também escrevia letras em inglês, e que ajudou a desenvolver um estilo que viria a ser chamado de metal melódico no Brasil. O Viper foi também responsável por revelar o vocalista Andre Matos, que participaria de duas grandes bandas brasileiras: Angra e Shaman.

A década começou com apenas uma novidade, a MTV Brasil, em 1990. E o primeiro "grande grupo" da década foram os mineiros Skank, que misturavam rock e reggae. Ao longo da década, outros grupos mineiros surgiriam, como Pato Fu, Jota Quest e Tianastacia.

Em 1994, surgiu em Recife o movimento Mangue beat, liderados por Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A. O movimento misturava percussão pernambucana a guitarras pesadas, conquistando a crítica.

Entre 94 e 95 surgiram dois grupos bem-sucedidos pelo humor: os brasilienses Raimundos, com o ritmo forrocore" (forró+hardcore) e os guarulhenses Mamonas Assassinas, parodiando do heavy metal ao sertanejo, que chegaram a fazer 3 shows por dia e venderam 1,5 milhão de cópias antes de morrerem em um acidente de avião, em 96 (chegaram a 2,6 milhões).

Alguns rappers tiveram ligação íntima com o rock, como Gabriel o Pensador, o Planet Hemp e oPavilhão 9.

O Sepultura teve um crescimento de popularidade nos anos 90, culminando no álbum Roots, que fez da banda uma das principais do heavy metal mundial na época e lhes rendeu razoável exposição no mainstream. Pouco tempo depois, Max Cavalera, membro fundador e frontman, saiu da banda, dando lugar a Derrick Green.

Seguindo o caminho do Sepultura, o Angra também gravou músicas em inglês, misturando power metal com ritmos tipicamente brasileiros. A banda alcançou sucesso na cena heavy metal brasileira e reconhecimento mundial, sendo muito bem recebidos na França e, principalmente, Japão.

Outros destaques são O Rappa, também reggae/rock, Charlie Brown Jr., um "skate punk" com vocais rap, Cássia Eller, com um repertório de Cazuza e Renato Russo, e Los Hermanos, que surgiram com "Anna Júlia", canção pop que não combinava com a imagem intelectual da banda.

Outro fato da década é que todas as bandas do "quarteto sagrado" tiveram de se reinventar para reconquistar audiência, os Paralamas, depois de uma fase experimental, voltaram às paradas com Vamo Batê Lata, o Barão Vermelho, com o semi-eletrônico Puro Êxtase,e os Titãs, com seu Acústico MTV. Depois de um tempinho, surgiram Wilson Sideral e Flávio Landau, Wilson Sideral emplacou nas rádios brasileiras o seu primeiro sucesso que foi a faixa "Não pode parar", e depois de um tempo foi "Zero a zero".

O ano de 2001 foi um ano "trágico" para o rock brasileiro. Herbert Vianna, dos Paralamas, sofreu acidente de ultraleve e ficou paraplégico, Marcelo Frommer, dos Titãs, morreu atropelado, Marcelo Yuka, baterista do O Rappa, foi baleado e ficou paraplégico e Cássia Eller faleceu.


Algumas bandas dos anos 90 passaram por muitas mudanças: o líder dos Raimundos, Rodolfo, converteu-se ao protestantismo e saiu da banda para formar o Rodox e atualmente faz carreira solo com músicas gospel. A banda Skank buscou um estilo mais britpop e cheio de experimentalismo nas músicas o que foi visto nos discos Cosmotron  e Carrossel, mas que mais tarde voltaria às origens no álbum Estandarte.

Também surgiram as bandas Detonautas Roque Clube, Reação em Cadeia, CPM 22, Cachorro Grande e a cantora Pitty, que tomaram a atenção da mídia durante toda a década.

No heavy metal brasileiro, embora permaneçam underground, viu-se o surgimento de novas bandas que conseguiram projeção internacional: Shaman, Hangar, Mindflow,Hibria, Torture Squad, Burning in Hell, Shadowside, entre outras. As bandas consagradas da década passada, como Dr. Sin, permaneceram como grandes nomes na cena metálica, que teve Sepultura e Angra ainda como suas principais figuras. Igor Cavalera deixou o Sepultura em 2006, sendo substituído por Jean Dolabella, que também saiu do grupo e foi substituído por Eloy Casagrande, que era da banda de Heavy Metal católico Iahweh. O Angra também passou por mudanças em sua formação: Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confesori saíram, sendo substituídos por Eduardo Falaschi, Felipe Andreoli e Aquiles Priester, respectivamente. Andre Matos, juntamente com os outros ex-membros do Angra, formaram o Shaman, que logo alcançou o status de grande banda. Atualmente, Andre Matos segue em carreira solo.

A partir dos anos 2000, começaram a surgir bandas de rock com influências do emotional hardcore, que ganharam muito destaque graças à internet e a redes sociais, como o Orkut. Entre os maiores destaques estão as bandas Nx Zero e Fresno, os maiores representates da categoria no Brasil, que contêm letras simples e que tratam de sentimentos e emoções, altamente populares para o público jovem.

A partir de 2009, uma nova tendência entrou em destaque no cenário musical brasileiro: as chamadas Bandas coloridas, especialmente dedicado para o público feminino jovem e tem como suas principais características as roupas coloridas, óculos new wave, uso de sintetizadores e letras agitadas, alegres.

E é isso aí galerinha! espero que tenham gostado, sugestões??? sintam-se a vontade. 

Grande agraço a todos e até a próxima!!!

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Creedence Clearwater Revival

Boa tarde! e depois de uma longa semana sem postagem, as minhas desculpas. Conforme prometido, para hoje Creedence.

Creedence Clearwater Revival foi uma banda de country rock californiana formada por John Fogerty (guitarra e vocal), Tom Fogerty (guitarra), Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria), que, sob outras denominações, tocavam juntos desde 1959.


John Fogerty


Tom Fogerty


Stu Cook 


Doug Clifford 

Adotaram o nome Creedence Clearwater Revival em 1967, com o qual lançaram as primeiras gravações em 1968. O nome surgiu pela junção do nome de um amigo de Tom Fogerty, "Credence Nubal", com "Clearwater", uma cerveja da época e Revival, simbolizando a união entre os membros, que já tocavam juntos desde 1959. Ao nome de Credence, adicionaram um outro e para lembrar creed (crença, credo).Em 1968 obtiveram o primeiro disco de ouro, com o álbum de estreia, Creedence Clearwater Revival.


Ao longo da carreira, entre singles e álbuns, conquistaram nove discos de ouro e sete discos de platina. Separaram-se em julho de 1972. John Fogerty foi quem teve mais êxito na carreira solo. Seu irmão Tom faleceu em 6 de setembro de 1990. Em 1993 o Creedence Clearwater Revival foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame.

Recentemente, Stu Cook e Doug Clifford formaram o Creedence Clearwater Revisited, e passaram a excursionar pelo mundo, tocando antigos sucessos da formação original.




Por hoje é só! abraço guerreiros! 



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Cream

Boa noite! sexta, feriadão prolongado em algumas cidades! 

Para hoje Cream, é claro que estamos abertos a sugestões, se sintam a vontade para sugerir temas e bandas, a casa é nossa e todo mundo pode dar palpite.

Cream foi uma banda de blues-rock do Reino Unido e supergrupo formado pelo guitarrista Eric Clapton, pelo baixista Jack Bruce e pelo baterista Ginger Baker.


Eric Clapton


Jack Bruce


Ginger Baker

O seu som é um híbrido de blues, hard rock e rock psicodélico, combinando a técnica apurada de Clapton na guitarra com a poderosa voz e intenso baixo de Jack Bruce e a influência de jazz do baterista Ginger Baker. Wheels of Fire foi o primeiro disco duplo a receber o certificado de vendas de platina no mundo. Cream é largamente considerada como o primeiro notável supergrupo do mundo.


A música do Cream inclui canções baseadas em blues tradicionais, como "Crossroads" e "Spoonful", e blues modernos como "Born Under a Bad Sign", assim como canções mais excêntricas, tais como "Strange Brew", "Tales of Brave Ulysses" e "Toad". Os maiores singles do Cream foram "I Feel Free", "Sunshine of Your Love", "White Room","Crossroads", e "Badge".

Cream, junto com The Jimi Hendrix Experience, tiveram um impacto significativo na música popular de seu tempo, e, junto com Hendrix, popularizaram o pedal wah-wah. Eles proporcionaram à música de um tecnicamente competente aparato musical, que influenciou bandas emergentes britânicas como Led Zeppelin, Deep Purple, e The Jeff Beck Group, no final da década de 1960. As performances da banda influenciaram bandas de rock progressivo, como a Rush, jam bands como The Allman Brothers Band,Grateful Dead, Phish e grupos de heavy metal como o Black Sabbath.

Cream esteve na 16ª colocação do ranking da VH1 de 100 melhores artistas de hard rock e a revista Rolling Stone os considerou a sexagésima-sexta maior banda (ou artista) de todos os tempos.



Bom é o que tem pra hoje! vamos curtir o fim de semana com responsabilidade!

Abraço galerinha!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Led Zeppelin

Boa tarde! sem muitas delongas, pra hoje conforme combinado Led Zeppelin.


Led Zeppelin foi uma banda britânica de rock, formada em Londres em setembro de 1968. A banda consistia no guitarrista Jimmy Page, o vocalista Robert Plant, o baixista e tecladista John Paul Jones e o baterista John Bonham. Com o som pesado de guitarra, enraizado na música blues de seus dois primeiros álbuns, a banda é frequentemente reconhecida como um dos progenitores do heavy metal. Seu estilo único criou uma grande variedade de influências musicais, incluindo a música folclórica.


Jimmy Page


Robert Plant


John Paul Jones


John Bonham

Depois de mudar seu antigo nome de New Yardbirds, o Led Zeppelin assinou um acordo favorável com a Atlantic Records, que lhes ofereceu uma considerável liberdade artística. O grupo não gostava de lançar suas canções como singles, pois viam os seus álbuns como indivisíveis e completas experiências de escuta. Embora inicialmente impopular com os críticos, o grupo conseguiu um impacto comercial significativo nas vendas com Led Zeppelin, Led Zeppelin II, Led Zeppelin III, o seu quarto álbum sem título, House of the Holy, e Physical Graffiti. O quarto álbum, que apresenta a faixa "Stairway to Heaven'', está entre as obras mais populares e influentes do rock, e ajudou a cimentar a popularidade do grupo.



Álbuns posteriores da banda visaram uma experimentação maior e foram acompanhados por extensos recordes e concertos que renderam à banda uma reputação pelos seus excessos e sua devassidão. Apesar de terem permanecido bem sucedidos comercialmente e criticamente, a sua produção e agenda de shows foram limitadas no final da década de 1970, e o grupo se desfez após a morte repentina de Bonham, em 1980. Desde então, ao decorrer das décadas, os membros sobreviventes esporadicamente colaboraram e participaram de raras reuniões juntos. A mais bem sucedida deles foi em 2007 no Ahmet Ertegun Tribute Concert, em Londres, com Jason Bonham no lugar de seu falecido pai, na bateria.


Jason Bonham

Led Zeppelin é amplamente considerado como um dos grupos de rock mais bem sucedidos, inovadores e influentes da história. Eles são uma das bandas que mais venderam na história da música, várias fontes estimam recordes de vendas do grupo entre 200 a 300 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. Com 111,5 milhões de unidades certificadas pela  Associação da Indústria de Gravação da América, eles são a segunda banda de maior record de vendas de disco nos Estados Unidos. Cada um de seus nove álbuns de estúdio foram colocados no Bollbiard Top 10 e seis deles atingiram o número um. A revista Rolling Stones descreveu como "a banda mais pesada de todos os tempos","a maior banda dos anos 70" e "sem dúvida, uma das bandas mais marcantes da história do rock". Eles foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame em 1995; sua biografia no museu demonstra que a banda era "tão influente na década dos anos 1970, como os Beatles na década anterior".

Agora é hora de curtir um bom som, espero que tenham gostado da matéria de hoje.


Clique e curta -> Led Zeppelin - Black Dog

Abraços guerreiros!